
Muitas histórias aconteceram ao longo da Avenida Rosemiro Alves da Rocha. Longo no entroncamento com Rua dos Pacas, dormitórios, mercearia de seu Terto, barracas. Mais adiante, o Cartório de Dona Alice.
Se analisarmos detidamente, em cada quarteirão Avenida Rosemiro, encontramos algo. Quer ver? Entre as ruas Manoel Bernardino e Silvio Monteiro antes havia a Barbearia de Seu Marcolino e umas Lojinhas. Hoje movimento de bar e as lojas. Entre as ruas Bom Jesus e São Miguel, nasceu a hoje famosa Rota do Mar com o nome de Xavier Confecções. Lá também tinha a vendinha de seu Toinho, Seu Ezequias trabalhando com madeira, já existiu a Agência dos Correios sob o comando de seu Macedo e a residência da família de seu Rosemiro que empresta o nome à Avenida.
Entre a Cabo Otávio e a 29, os mais saudosistas vão lembrar do “Babara Bar”, onde se fazia as famosas refeições da madrugada, o Bar Nova Horizonte, de seu Alcindo, que vendia banho na época de racionamento na cidade. No entanto, as filas mais enormes para banho eram em seu Elias. Ali homens e mulheres (em espaços separados, é claro) se aglomeravam quase todo fim de tarde para tomar um banho, pagando 50 cruzeiros.
Nessa parte da Avenida ficava a sede da Associação dos Criadores de Santa Cruz do Capibaribe. Mas a população a conhecia tão somente como o Centro Social de Severino Monteiro. O Centro Social oferecia desde o Ensino Primário (1ª a 4ª série), a serviço de transporte de pessoas enfermas em ambulâncias próprias, sem contar que seus sócios proprietários compravam insumos agrícolas e ração para os animais a preço de custo.
Por. J. Oliveira.
Na próxima, a Rua Manoel Rufino de Melo.